Uma cidade em que ainda se pode ficar na calçada até tarde conversando com os vizinhos, enquanto crianças brincam nas ruas sem medo. Assim é Baixio, município do interior do Ceará que não registra, há mais de uma década, mortes violentas como feminicídio, homicídio doloso, latrocínio ou lesão corporal seguida de morte.
➡️Um levantamento feito pelo g1 com dados do Ministério da
Justiça e Segurança Pública mostra que Baixio não registrou mortes violentas
entre os anos de 2015 e 2025. Esse período pode ser maior, de acordo com a
Secretaria da Segurança Pública do Ceará (SSPDS). Conforme a pasta, o último crime
violento na cidade ocorreu em 21/10/2010.
A cidade de
Baixio vai na contramão do estado, pois o Ceará lidera o ranking
nacional de assassinatos por 100 mil habitantes em 2025, segundo
dados divulgados no último dia 20 pelo Ministério da Justiça e Segurança
Pública. O levantamento, feito pelo g1, considera crimes como homicídios,
feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte.
Baixio fica a cerca de 415 quilômetros de Fortaleza, é a terceira menos populosa do estado: tem 5.821 habitantes, de acordo com dados de 2025 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fica atrás apenas de Granjeiro e São João do Jaguaribe. Ela faz divisa com o estado da Paraíba e as cidades cearenses de Umari, Ipaumirim e Lavras da Mangabeira.
A principal atividade econômica da cidade é a agricultura
e lá não tem delegacia. Três agentes da Polícia Militar fazem revezamento para
monitorar a cidade 24 horas.
"Você
anda tranquilo, não tem o risco de ser abordado por um assaltante. Aqui na
minha rua mesmo, a vizinhança costuma ficar sentada até 23h. As crianças
brincam tranquilamente", diz Ana Meyrice, agente administrativa de 44
anos.
- Trabalho integrado entre as políticas públicas;
- Ações de prevenção à violência doméstica;
- Fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários;
- Parceria com outras áreas e instituições.
Harley Filho, da Secretaria da Segurança
Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS), explica que o investimento
em profissionais e tecnologia e a integração entre a polícia cearense e a
paraibana também ajudam a manter os índices positivos.
Especialistas consultados pelo g1 apontam que investimentos em políticas de educação, saúde, esporte, lazer e cultura contribuem para a redução da violência. Ainda assim, o município não está isento da chegada das facções criminosas e das drogas (entenda mais abaixo clicando na matéria do G1CE)
Fonte: Diário do Nordeste






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